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Conheça aqueles que chamamos “vinhos de Roma”, uma viagem entre a capital da Itália e as outras zonas do Lazio, como a Tuscia e a Ciociaria, para conhecer as uvas que caracterizam a produção enológica na região.

Nenhuma paisagem no estilo Toscana ou Piemonte, mas sim terrenos de origem vulcânica, colinas suaves, lagos circundados de paisagens montanhosas. Esta é a geografia das zonas produtoras de vinhos do Lazio, uma terra onde os vinicultores, movidos pelo desafio da qualidade, produzem vinhos interessantes em áreas até pouco tempo atrás inexploradas.

 

O Lazio e seus vinhos

O Lazio é uma importante região vitivinícola, com uma produção anual de 3 milhões de hectolitros, embora a grande maioria seja de vinhos de mesa. 85% dos vinhos da Lazio são brancos, feitos principalmente das uvas Malvasia e Trebbiano. A região possui 28 vinhos DOC, mas os principais são os vinhos Castelli Romani, Frascati, Marino, Orvieto (também produzido na Úmbria) e o peculiar Est! Est!! Est!!! di Montefiascone. Os três rótulos com a qualidade DOCG são Cesanese del Piglio, Canellino di Frascati e Frascati Superiore, todos produzidos nas colinas Albani, a sudeste de Roma.

vinhos de roma

Foto: Quattrocalici

Nos tempos antigos, o Lazio era considerado pelos romanos não apenas como sua despensa, mas também como sua adega. Foi no Lazio que uma variedade de uva chamada Aminea foi usada para fazer o vinho favorito dos romanos, o Falerno. Os Volsci, habitantes originais do Lazio antes dos romanos, haviam pisaram as uvas Aminea e as batizaram com o nome da cidade de Falernum, situada no coração da região vinícola. De acordo com registros antigos, havia vinho Falerno tinto e branco e até mesmo Plínio, o Velho, famoso autor e capitão naval do início do Império Romano, descreveu Falerno como o melhor vinho que já provara, descrevendo-o como doce e forte.

 

Os vinhos de Roma, ou melhor, Castelos Romanos

A cidade de Roma, em sí, não produz vinhos, mas uma das principais zonas produtoras do Lazio fica pertinho da Cidade Eterna. É a zona dos Castelos Romanos, célebre por produzir um vinho branco fresco e sápido: O Frascati Doc, inclusive nas versões Superiore Docg e Riserva.

 

Castelli Romani Doc

Os Castelos Romanos são uma ótima zona produtora de vinhos, como o Castelli Romani Doc. A produção de vinho se espalhou para numerosos municípios graças às tradições antigas da cultura enológica, uma vocação particular dos solos vulcânicos, ricos em sais e fósforo, um microclima ideal e a ação mitigadora dos lagos.

A denominação Castelli Romani DOC refere-se a vinhos brancos seco, doce e espumante; tinto seco, doce, brilhante e novo; rosé seco, doce e espumante. O vinho branco, de vários tipos, é obtido das seguintes vinhas: Malvasia (Candia branca e puntinata); Trebbiano (Toscana, Soave, verde e amarelo).

O vinho tinto, nos vários tipos, é obtido das seguintes castas, usadas isoladamente ou em conjunto: Cesanese, Merlot, Montepulciano, Nero Buono e Sangiovese, que podem usar outras variedades de uva preta adequadas para cultivo na região do Lazio , até um máximo de 15%.

As áreas de produção típicas são: na província de Roma, Albano Laziale, Ariccia, Castel Gandolfo, Ciampino, Colonna, Frascati, Genzano di Roma, Grottaferrata, Lanuvio, Lariano, Marino, Monte Porzio Catone, Nemi, Rocca di Papa, Rocca Priora Velletri, Zagarolo, San Cesareo, Ardea, Artena, Montecompatri, Pomezia, Roma; na província de Latina, Cori, Cisterna di Latina, Aprilia.

 

Frascati Doc

Provavelmente o Frascati é o vinho mais famoso e mais amado do Lazio. Ele é produzido a partir de uvas cultivadas nas encostas do sul do Colli Albani, localidades com solos vulcânicos, ao sul da própria Cidade Eterna. Por muitos anos, os vinhos de Frascati eram os favoritos da população romana e dos muitos milhares de turistas que visitam a Roma.

O Frascati, feito a partir das uvas Trebbiano e Malvasia, é um dos primeiros vinhos DOC da Itália. O Frascati Superiore, um vinho branco, e o Cannellino di Frascati, um vinho doce de sobremesa conseguiram o status DOCG em 2011.

Combina bem com antepastos, sopa de lentilha, grão de bico e muitos pratos romanos típicos, como Bucatini all’Amatriciana, Saltimbocca (vitela fatiada enrolada com presunto e sálvia e frita), Carbonara e Cacio e Pepe.

Frascati

Cidade de Frascati, que dá nome ao vinho

Marino

Marino é uma das áreas vitícolas do Lazio que se estende até Roma. A maioria dos vinhos brancos desta região é feita a partir de Malvasia branca de Candia, uma variedade histórica e nativa que cresce nas encostas da cidade de Marino há centenas de anos. Há muitos bons produtores nesta área que estão superando as fronteiras da vinificação italiana e adotando novas técnicas de vinificação e vinhedo, misturando seus vinhos usando variedades de uvas nativas e internacionais, além de experimentar o envelhecimento em novos barris de carvalho. 

 

A Ciociaria com o Cesanese del Piglio

A zona docg mais importante do Lazio é aquela do Cesanese del Piglio, próximo a Frosinone: em Acuto, Anagni, Paliano, Piglio e Sorrone, a região chamada Ciociaria, se produz um tinto rico de aroma de frutas vermelhas e notas de especiarias, macio e aveludado. Nasce das uvas Cesanese di Affile, em pureza ou com pequenas adições de outras uvas negras.

Foto: Quattrocalici

O Cesanese del Piglio é o único vinho tinto da Lazio que obteve o reconhecimento DOCG. É um vinho muito interessante, que está se tornando cada vez mais popular, chamando a atenção de conhecedores e entusiastas. A área de produção se estende até a área norte da Ciociaria, em uma paisagem caracterizada por relevos montanhosos e solos ricos em rochas calcárias. Uma área que pode ter origens nobres no campo da viticultura, que remonta até à época dos antigos romanos antigos. Uma tradição que foi então transmitida nos séculos seguintes também graças ao trabalho dos mosteiros da região.

Hoje em dia o Cesanese del Piglio Docg representa o vinho tinto símbolo da região do Lazio e uma das excelências mais interessantes do território da Itália central.

O Cesanese del Piglio Docg combina muito bem com cordeiro e carnes vermelhas assadas e, em especial, com os pratos típicos da culinária romana: abbacchio alla romana, cordeiro assado, coda alla vaccinara e porchetta.

 

Moscato di Terracina

Da Ciociaria vamos mais para o sul, as terras de planície do Moscato de Terracina, em suas variações branco seco, branco suave, espumante e passito.

A casta adequada para a produção do vinho Moscato di Terracina DOC é aquela tradicionalmente cultivada na área geográfica considerada, ou seja, Moscato di Terracina. Esta é uma variedade de uva muito aromática e versátil, portanto usada para produzir vinhos em todos os estilos possíveis.

Os vinhos Moscato di Terracina têm grande aroma, variando de frutas maduras e mel, com notas de amêndoa, mas também iodados em virtude da grande proximidade do mar. As combinações de Moscato di Terracina são múltiplas e completas e podem acompanhar toda a refeição, desde o aperitivo até a sobremesa.

A província de Viterbo e o Est! Est! Est!

Est! Est!! Est!!! di Montefiascone tem uma história antiga e curiosa. Em 1111, Henrique V da Alemanha estava a caminho de Roma para ser coroado pelo papa. Acompanhava o imperador, Johannes Defuk, um bispo que se dizia especialista em vinhos. Ele enviou seu copeiro Martino para provar os vinhos locais em cada taverna. Sempre que encontrava um lugar que servia vinho de qualidade, Martino marcava a porta da estalagem com Est (abreviação da frase em latino vinum est bonum, ou seja “o vinho é bom”).

Bar em Montefiascone

Ele ficou tão entusiasmado com o vinho em Montefiascone que escreveu a palavra três vezes e com pontos de exclamação: Est! Est!! Est!!! Daí o nome do vinho.

O bispo, quando chegou a Montefiascone, provou o vinho e concordou com a opinião do Martino. Assim, ele decidiu prolongar sua estadia em Montefiascone por alguns dias, e, depois de sua missão, decidiu voltar e permanecer li para sempre. Dizem que o Johannes Defuk morreu por ter bebido demais. Ele foi enterrado na igreja de San Flaviano, onde até hoje é possível ler em seu túmulo a inscrição “Por causa de muito EST! o senhor Johannes Defuk está enterrado aqui”.

 

 

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