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Siga o meu diário de viagem pelo Caminho Franciscano da Marca, em ocasião do Jubileu extraordinário de Roma 2016. O caminho passa pelas regiões italianas da Umbria, Marche e termina em Roma.

Introdução:

Em ocasião do Jubileu Extraordinário de Roma em 2016, o consórcio Caminhos de São Francisco (Cammini di San Francesco), juntamente com as regiões italianas do Lázio, Toscana, Úmbria e Marche e o suporte de vários órgãos ligados à peregrinação, está organizando o Italian Wonder Ways, uma iniciativa para divulgar cinco dos vários caminhos. Bloggers e jornalistas do mundo inteiro, inclusive nós do Itália para Brasileiros, iremos percorrer o Caminho Franciscano della Marca, a Via de São Francisco, a Via Amerina, a via Francigena e o Caminho de São Benedito. Eu, Patricia, irei percorrer o caminho número 1 (Caminho Franciscano della Marca).

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Dia 1 – chegada à região de Marche

Por volta do ano 1215, São Francisco percorreu um caminho de Assis com direção à parte sul da Região Marche para fazer suas pregações. Hoje esse caminho começa em Assis e termina em Ascoli Piceno, e é percorrido por peregrinos de diferentes partes do mundo. Eu, no entanto, irei percorrê-lo na direção contrária, iniciando na cidade de Ascoli.
Antes de iniciar essa incrível viagem a pé, fomos ao Santuário de Loreto, um lugar de grande importância para os Católicos porque, segundo algumas teorias, a casa de Maria teria sido trasladada de Nazaré até aqui. Se é uma lenda ou não, algo que me fascinou ali foi a quantidade de pessoas que chegavam a todo momento, em busca de alguma graça. A fé move montanhas!
Santuário de Loreto

Santuário de Loreto

Enfim, nossa visita a Loreto tinha um objetivo bem preciso: receberíamos uma benção para podermos iniciar oficialmente o caminho. Fomos recebidos por um dos padres responsáveis pelo santuário e nos misturamos aos outros fiéis que ali estavam a escutar as suas preces.

Benção recebida, era hora de seguirmos adiante para a próxima etapa: Ascoli Piceno. Seriam mais 1h30 de viagem.

Ascoli Piceno é uma das cidades mais importantes da Região Marche. Seu centro histórico é um dos mais bonitos e admirados da região, graças à sua riqueza artística e arquitetônica. A cidade, que tem cerca de 50 mil habitantes, conserva diversas torres de época medieval e, por este motivo, é chamada de “a cidade das cem torres”. Chegamos a Ascoli já à noite, depois de um dia inteiro de viagem atravessando a Itália de oeste a leste. Infelizmente tivemos só o tempo de dar uma volta rápida pela praça principal e já era hora de voltarmos para o hotel e descansar. Amanhã nos esperam 15km de caminhada, de San Pietro in Castagna até Sarnano, sempre na Região Marche.

O jantar foi no restaurante Peperoncino em Ascoli, e foi bom.

Dormi no Hotel Sant’Emidio, um hotel 3 estrelas, mas com pontuação 9,3 no booking.

Ascoli Piceno, piazza del Popolo

Ascoli Piceno, piazza del Popolo

 

Dia 2 – De Ascoli Piceno a Sarnano (Marche)

Depois de ter visto muito, mas muito rapidamente o centro histórico de Ascoli Piceno na noite anterior, ficou em nós a vontade de conhecer um pouco mais a cidade e ver seus monumentos durante o dia. Assim, antes de iniciarmos oficialmente a caminhada, pudemos passear um pouco por Ascoli. Sempre rápido, mas o suficiente para ver o quanto a cidade é graciosa.
Pude perceber o quanto Ascoli Piceno esteja ligada ao seu padroeiro, Santo Emidio, santo protetor contra os terremotos. Bisbilhotando a conversa dos outros, descobri que muitos dos habitantes se sentem abençoados por a cidade não ter sofrido nenhum dano durante o último terremoto que aconteceu na Itália e eles atribuem esse fato a Sant’Emidio.
No final do passeio em Ascoli Piceno, nos dirigimos a uma igrejinha construída na rocha e ali recebemos nossas credenciais de peregrinos, uma credencial emitida pela Fraternidade de Santiago de Compostela aos peregrinos que, a pé, de bicicleta ou cavalo, pretendem cumprir uma autêntica peregrinação cristã e que se empenham a comportar-se em modo adequado.
Credenciais entregues, era finalmente hora de iniciarmos a peregrinação. Nos esperavam 12km até destino final do dia, a cidadezinha de Sarnano, mas antes passando por Amandola. Ambas as cidades têm apenas pouco mais de 3000 habitantes e conservam ainda aquela atmosfera medieval, com suas ladrilhadas de pedras.
De Ascoli a Amandola caminhamos por cerca de 5km. Apesar de ser relativamente curto, acabou se revelando o parte mais difícil do dia, pois o percurso era composto por várias subidas e uma descida muito difícil, visto que havia muita lama e se escorregava terrivelmente.
Chegamos a Amandola na hora do almoço e numa casa de acolhimento de peregrinos da paróquia da cidade nos esperava uma bela refeição à base de queijos e salames típicos locais, além de uma bela lasanha com molho de trufas. Enfim, o suficiente para repormos as nossas energias!
Amandola

Amandola

A segunda parte do percurso, de Amandola a Sarnano, tinha um relevo mais simples. Caminhamos os 7 km em cerca de duas horas, sempre em meio aos bosques e às colinas verdinhas da região Marche.  Com os pés e pernas doloridos, fomos avistando Sarnano no alto de uma colina. Devo dizer que a os campos verde e aquele lugarejo medieval estão em perfeita sintonia. Vê-los é como viajar no tempo, quem sabe voltando ao século XIII, quando por ali passou São Francisco de Assis.
Ao chegarmos à cidade, no finalzinho da tarde, fomos logo descansar. Depois de um delicioso e abundante jantar no restaurante do Hotel Terme, era hora de relaxar os músculos e recarregar as baterias. Amanhã nos esperam cerca de 16km de Pievefavera a Pieve Bovigliana.
Ponte românica pouco antes da chegada a Amandola

Ponte românica pouco antes da chegada a Amandola

Total de caminhada: 12 km de Ascoli a Sarnano
Dormimos no Hotel Terme em Sarnano, que não foi o melhor da viagem, no texto final colocamos as fotos. O jantar fizemos lá também, e foi muito bom.
Indicações com o início do Caminho Francescano della Marca em Ascoli Piceno

Indicações com o início do Caminho Francescano della Marca em Ascoli Piceno

Dia 3 – De Pievefavera a Pieve Bovigliana (Marche)

Depois de uma boa noite de sono, partimos de manhã cedo, de ônibus, para o vilarejo de Caldarola para conhecer o lindíssimo Castelo Pallotta, que domina a paisagem do lugar. O castelo foi construído no final do século XVI quando, por ordem do Cardeal Evangelista Pallotta, toda a estrutura urbana da cidade foi refeita, assumindo o aspecto que tem ainda hoje. Visitamos os ambientes internos do castelo, ainda totalmente mobiliados e decorados exatamente de acordo com o contexto original. Apesar de ser uma propriedade privada, ainda pertencente à família Pallotta, o castelo pode ser visitado pelos viajantes que passam por ali.

Caldarola

Caldarola

Um dos ambientes do castelo de Caldarola

Um dos ambientes do castelo de Caldarola

Terminada a visita ao castelo, era hora de iniciarmos mais um dia de caminhada. Seguimos para Pievefavera, distrito de Caldarola. Ali iniciamos nosso percurso a pé.

Pievefavera

Pievefavera

O trajeto foi bastante complicado, apesar de não muito longo. Caminhamos cerca de 11km, com muitas subidas cansativas e descidas íngremes e escorregadias. O chão também não facilitava, visto que era por boa parte coberto de pedras pontiagudas. Boa parte do caminho era também escondido entre os bosques, coisa que por um lado era boa porque caminhávamos à sobra, ruim porque não dava para apreciar a paisagem.

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Quando a paisagem finalmente se revelava entre as árvores, não deixava à desejar. Como falei antes, tivemos que fazer várias subidas. A um certo ponto avistamos a Rocca di Varano,uma fortaleza medieval já próxima de Camerino.

Rocca di Varano

Rocca di Varano

A inteira caminhada durou cerca de 5h. Chegamos a Pieve Bovigliana por volta das 14h e de lá seguimos de ônibus até Muccia. Depois de um delicioso almoço preparado no convento de São Francisco, seguimos para nossa a próxima etapa: Colfiorito. Já estávamos ultrapassando a divida da Região Marche com a Umbria…

Dia 4 – Colfiorito à Foligno (Umbria)

Em nosso terceiro dia de caminhada, acordamos cedinho para visitarmos antes da partida o Museu Arqueológico de Colfiorito. O museu expõe repertos provenientes da Necropoli de Plestia (uma antiga cidade da Umbria) e objetos de época romana encontrados durante as escavações na cidade.

Depois da visita, fizemos um pequeno trajeto de ônibus até a entrada do Parque Natural de Colfiorito. O lugar tem uma grande importância na migração e nidificação das aves, além de ser um oásis natural. Nosso caminho neste dia seria todo desenvolvido dentro do parque. Uma beleza só.
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A paisagem ao longo do caminho entre Colfiorito e Pale

O objetivo do terceiro dia do Caminho Franciscano della Marca era ir de Colfiorito ao município de Pale. Para isso, caminhamos quase sem parar por cerca de 9,8km. Apesar de ter sido o maior trecho até agora, o cansaço foi menos intenso, visto que a maior parte do percurso era em descida.
Devo dizer que o trecho dentro da Úmbria tem se revelado bem mais agradável. Não caminhamos dentro de bosques como nos dias anteriores, mas em campos abertos e com o terreno sem muitos pedregulhos. Conseguimos percorrer os quase 10km em pouco menos de 4h.
Em Pale haviam preparado para nós um buffet self-service em um local da cidade. Felizmente a comida era leve, ao contrário dos dias anteriores. Era justamente o que o dia quente e longo pedia!
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Depois do almoço e de um breve descanso, seguimos uma trilha que vai de Pale às Cascatas de Menotre. Fomos descendo por cerca de 30 minutos até encontrarmos as quedas d’água, ou melhor, quedinhas. Para ser sincera, caminhar aquilo tudo só para encontrarmos uma pequena cachoeira me pareceu desnecessário. Não era possível nem mesmo tomar um banho ali, porque a água era extremamente gelada. Depois das cascatas, “só” mais 3km de caminhada até Belfiore, o lugar onde nos esperava o ônibus que nos levaria até Foligno.
Chegando em Foligno nos acomodamos no HolidayInn Express. Finalmente um hotel decente desde aquele de Ascoli! Foligno é uma cidade de médio porte, portanto há mais opções de hospedagem, coisa que não aconteceu nas cidades dos dois dias anteriores.
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Praça principal de Foligno vista de uma das janelas do Palazzo Trinci

Nos acomodamos, descansamos um pouco e lá fomos nós para o centro da cidade, para participar de uma visita guiada pelo Palazzo Trinci, a residência da família que governou a cidade entre 1305 e 1439. Nossa guia vestiu-se como a Costanza Orsini, senhora do palácio. A visita também foi acompanhada por um concerto de violino executado por uma pessoa também vestido com trajes da época. O palácio é lindo, todo afrescado. É um lugar que vale a pena ser visto, aliás, toda Foligno merece ser vista, é uma cidade encantadora.
Após a visita ao palácio, fomos jantar no restaurante Green, que oferece pratos tradicionais da cozinha italiana apresentados em versão moderna. Sei que não é um jantar de “peregrino”, mas a cidade estava muito orgulhosa por nos receber e queriam oferecer o melhor! Amei Foligno!
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Amanhã será nosso último dia de caminhada e iremos de Spello até Assis.

Dia 5 – de Foligno a Assis (Umbria), e noite em Roma

Mesmo sentindo algumas dores musculares, acordei pensando: hoje é o último dia de caminho, preciso resistir só mais um pouco! Calcei meu sapatos, protegi as bolhas que haviam se formado e me preparei psicologicamente para enfrentar mais 10km.
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Partimos de Foligno bem cedo, com destino a Spello. Infelizmente não visitamos a cidade, mas ela era o ponto de referência para pegar o caminho até Assis. O dia estava perfeito para caminhar: temperatura agradável, sol, grandes partes com sombras. O caminho não era dos mais bonitos, pois é uma área que aos poucos está sendo urbanizada e, por isso, era quase toda asfaltada e havia sempre muitos carros passando. Definitivamente a paisagem deixou a desejar. Mesmo assim, quando Assis foi se relevando ao longe, a vista era magnífica.
Assis vista do caminho

Assis vista do caminho

Com essas condições  climáticas e, o melhor, sem grandes subidas, conseguimos aumentar nosso passo e chegamos a Assis antes do horário previsto. Foi uma grande emoção quando passamos pela porta de Assis. Consegui percorrer o Caminho de São Francisco della Marca! Foram pouco mais de 50km em 4 dias. Que desafio para mim!
Em Assis tinhamos já uma programação bem apertada. Visitamos primeiramente a Catedral de São Rufino, sua cripta e o museu que lá se encontra. A visita foi rápido, pois logo depois tinhamos que visitar o Foro Romano. Mais outra visita relâmpago e já era hora de almoçar.
Politico de um artista da escola de Giotto na catedral de São Rufino

Politico de um artista da escola de Giotto na catedral de São Rufino

Nosso almoço foi à base de petiscos locais, coisas rápidas e leves. Depois do almoço tivemos uma hora livre para passear pela cidade. Meus pés doloridos estavam pedindo só descanso, então o que fiz foi sentar-me em um banquinho e tomar um sorvete. Assis que me perdoe, mas caminhar mais era algo complicado para mim.
Por último, antes de seguirmos viagem, pudemos assistir a uma encenação de espadachins realizada pelo Gruppo Storico di Spadaccini di Assisi. Adorei ver um combate de perto! Muito interessante.
Grupo historico de espadachins de Assis

Grupo historico de espadachins de Assis

Já no fim da tarde, pegamos a estrada para Roma. Foram quase 3h de viagem e, uma vez em Roma, nos encontraríamos com todos os outros participantes dos outros caminhos. Não éramos mais somente 10, éramos mais de 60, entre blogueiros, jornalistas e fotógrafos.
Todos juntos fomos jantar no agriturismo Casale dei Pini. Somente um restaurante fora de Roma para conseguir acomodar tanta gente ao mesmo tempo! Por este mesmo motivo, nosso pernoite será no hotel Villa Maria Regina, um quatro estrelas pouco fora do centro de Roma.
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Dia 6 – Roma

Em nosso penúltimo dia de tour, todos juntos fomos percorrer um pedacinho de Via Francígena que se desenvolve dentro da Riserva Naturale dell’Insugherata, uma reserva que se estende entre os bairros que surgiram ao longo da Via Cassia e da Via Trionfale, e representa um importante pedaço de natureza preservada em uma metrópole como Roma.
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A reserva é percorrida pelos peregrinos que fazem o Caminho da Via Francigena chegando a Roma, para que não tenham que passar pela Via Trionfale, uma rua extremamente trafegada. Caminhamos por cerca de 3km dentro da Riserva dell’Insugherata, um pulmão verde dentro de Roma. Dali prosseguimos para a Reserva Natural Monte Mario, um lugar perfeito para admirar roma do alto.
Roma vista do Monte Mario

Roma vista do Monte Mario

Sempre a pé, fomos da reserva até a pequena igreja de San Lazzaro, onde nos esperavam jovens vestidos com trajes de época medieval. Na própria rua da igreja (uma pequena travessa próxima ao tribunal de Roma), foram dispostos meses e bancos e servidos um grande almoço para nós. Após a refeição, ouvimos também um concerto de música medieval.

Rapazes e moças vestidos como na Idade Média nos dão as boas vindas.

Rapazes e moças vestidos como na Idade Média nos dão as boas vindas.

Após o fim do concerto, tínhamos mais um deslocamento para fazer. Passaríamos nossa última noite de tour na cidade de Frascati, a pouco mais de uma hora de Roma.

O hotel que nos acolheu foi o Villa Tuscolana, um palácio do século XVI que domina o alto da cidade. Ali mesmo seria realizado o jantar de despedida.

O menu do jantar de despedida era formado por pratos típicos de cada região envolvida nos Caminhos.

O menu do jantar de despedida era formado por pratos típicos de cada região envolvida nos Caminhos.

 

Dia 7 – Fim do tour

Muitas pessoas tinham expectativas altas para esse dia: seria aquele em que veríamos o Papa Francisco. Infelizmente uma série de problemas fez com que chegássemos com um pouco de atraso na Praça São Pedro. O resultado foi que tivemos que nos acontentar de ver  o papa de longe. Mesmo assim, tivemos a satisfação de termos sido saudados por Francisco (se alguém que estava na praça lembrar, nós éramos os peregrinos de Italian Wonder Ways)!

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Consegui tirar essa foto (com bastante zoom).

Consegui tirar essa foto (com bastante zoom).

Ao término da audiência papal, era hora de nos despedirmos entre lágrimas e sorrisos. O fato de ter que ir embora gerou em uma série de emoções: por um lado a satisfação de ter cumprido um objetivo, por outro já sentia saudades das pessoas, das paisagens incríveis e da atmosfera do interior da Itália.

Para saber mais sobre os caminhos de São Francisco na Itália, leia aqui.

Nota: Participaremos desta viagem de imprensa como convidada pelo consórcio Caminhos de São Francisco (Cammini di San Francesco), juntamente com as regiões italianas do Lázio, Toscana, Úmbria e Marche e o suporte de vários órgãos ligados à peregrinação, organizado pelo Italian Wonder Ways, uma iniciativa para divulgar cinco dos vários caminhos com Bloggers e jornalistas do mundo inteiro. Este texto faz parte de uma série de textos baseados nas minhas experiências durante esta viagem. Todos serão identificados. Não recebi dinheiro para escrever, não tenho nenhum vínculo de obrigações de produção de textos, divulgação de mídia social, portanto tenho total liberdade editorial.

blogtour

 

 

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2 Comments

  1. MBNuhrich / 15/10/2018 at 21:39 /Responder

    Olá! legal o relato desafiador para quem não é caminhante de carteirinha.
    Sobre o caminho de Assis a Roma a pé tens algum relato? Grata

    • Patrícia Kalil / 31/10/2018 at 16:26 /Responder

      Olá Mercedes,

      Fizemos somente o caminho de Ascoli a Assis, por isso não temos relatos sobre este de Assis a Roma. Sinto muito!

      Um abraço,

      Patricia

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