A canonização de Irmã Dulce

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No dia 13 de outubro de 2019 acontecerá a canonização de Irmã Dulce. A chamada “Santa dos Pobres” se tornará, assim, a primeira santa nascida no Brasil.

São muitos os devotos de Irmã Dulce com viagem marcada para Roma nesta semana. A canonização da freira será presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, às 10h do dia 13. No dia seguinte, haverá uma missa celebrada por D. Murilo Krieger, acerbispo de Salvador e Primaz do Brasil, na igreja de Sant’Andrea della Valle, sede da Ordem  Mundial dos Teatinos.

 

A canonização de Irmã Dulce

O processo de beatificação e canonização começou em janeiro de 2000, mas a reputação de santidade foi reconhecida em 2009, quando o Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heróicas da serva de Deus, Dulce Lopes Pontes. Em 22 de maio de 2011, a freira foi proclamada Beata Dulce dos Pobres. Para receber o título de santa, foi necessário confirmar dois milagres, um certificado para o processo de beatificação e outro para a canonização.

Um tribunal eclesiástico – composto por médicos, cientistas e religiosos – analisou a graça e identificou o milagre. Isso foi estudado no Brasil por médicos, enviado a Roma e submetido a uma severa comissão de avaliação para verificar se havia realmente um fundamento na concepção que foi um milagre. É uma comissão muito rigorosa e os médicos não devem ser católicos. Ao passar por essa etapa, o milagre passa por uma avaliação dos cardeais que apresentam o fato ao Papa.

O primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce foi em 2001, o qual foi a razão da sua beatificação. Naquele ano, uma mulher teve um parto com muitas complicações, que terminou deixando-a em coma. Os médicos acharam que ela nunca mais acordaria e o obstetra informou à família que somente “uma ajuda divina” a salvaria. A família então chamou o padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos, mas este decidiu fazer uma corrente de oração pedindo que Irmã Dulce intecedesse. O padre deu a Cláudia uma pequena relíquia da freira e a hemorragia logo parou.

Em 2010, a Congregação para a Causa dos Santos reconheceu a autenticidade do primeiro milagre atribuído a Irmã Dulce e, um ano depois, a brasileiro foi beatificado.

As histórias e evidências do segundo milagre atribuído a Irma Dulce só foram enviadas ao Vaticano em 2014, três anos após sua beatificação. Trata-se de um homem que ficou cego por 14 anos e, após rezar para Irmã Dulce, voltou a enxergar.

Ela será a primeira santa brasileira. Temos Santa Paulina em Santa Catarina, mas ela nasceu na Itália e veio ao Brasil com 9 anos. 

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Papa Francisco na Praça de S. Pedro, local onde acontecerá a cerimônia de canonização de Irmã Dulce.

Quem era Irmã Dulce

Irmã Dulce é venerada há décadas, sobretudo na cidade onde nasceu, Salvador.

Ela nasceu em 26 de maio de 1914 e chamava-se, na realidade, Maria Rita Lopes Pontes. Ela se formou como professora em 1932, mas desde criança sempre quis ser freira. Assim, em 1933,  entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus e adotou o nome de Dulce, em homenagem a sua mãe.

Ainda na década de 30, Irmã Dulce começou um trabalho assistencial nas comunidades carentes nos Alagados, um dos bairros mais pobres de Salvador, formado sobretudo por palafitas. A religiosa chegou a invadir cinco casas para abrigar os doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Foi expulsa do lugar e precisou peregrinar durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.

Em 1949, ocupou um galinheiro ao lado do Convento de Santa Antônio, após a autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. Hoje, no local, está o Hospital Santo Antônio, o maior da Bahia. Seu legado inclui uma rede de hospitais e centros de saúde para os mais pobres, que atende cinco milhões de pessoas por ano. O Anjo Bom da Bahia, como foi apelidada, fazia qualquer sacrifício para ajudar os desamparados.

Seu humanismo e trabalho de caridade levaram o então presidente do Brasil, José Sarney, a candidatá-la em 1988 ao Prêmio Nobel da Paz.

Irmã Dulce morreu em Salvador, em 13 de março de 1992, aos 77 anos.

Audiencia Papal 1024x768

Recapitulando as informações sobre as celebrações:

Celebração de canonização de Irmã Dulce
Data: 13/10/19
Horário: 10h (hora da Itália)
Local: Praça de São Pedro, Vaticano
São necessários bilhetes de entrada (gratuitos). Veja abaixo as datas e e locais de retirada dos ingressos para a Cerimônia de Canonização no Vaticano:

  • Consulado-Geral do Brasil em Roma (Itália)

Entrega de 30 de setembro a 11 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 14h30

  • Igreja Santa Maria della Luce (Roma)

Entrega de 8 a 12 de outubro, das 9h às 13h e das 15h às 19h
Endereço: Via della Luce, bairro de Trastevere

  • Colégio Pio Brasileiro (Roma)

Entrega de 8 a 12 de outubro, das 8h às 19h
Endereço: Via Aurelia, 527

  • Livraria Paoline (Roma)

Entrega de 10 a 12 de outubro, das 9h às 13h e das 15h às 18h
Endereço: Via del Mascherino, 94

  • Livraria Editrice Vaticana (Cidade do Vaticano)

Entrega de 10 a 12 de outubro, das 9h às 12h e das 14h às 18h
Endereço: Piazza Pio XII, 4

  • Livraria Ancora (Roma)

Entrega de 10 a 12 de outubro, das 9h às 12h e das 14h às 18h
Endereço: Via della Conciliazione, 63

 

Primeira missa em honra da Santa
Data: 14/10/19
Horário: 10h (hora da Itália)
Local: Igreja de Sant’Andrea della Valle, na Piazza Vidoni
Não são necessários bilhetes de entrada.

 

Mais dicas:

Saiba mais:

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