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Há ainda uma boa parte da Puglia quase desconhecida ao turismo, sobretudo o brasileiro, uma área onde é possível viver uma Puglia autêntica, ainda longe das grandes multidões que ocupam as cidades mais badaladas da região. Eu nunca tinha ouvido falar de Trinitapoli, lugarejo no meio da Puglia, a cerca de 50km de Foggia e a 18km de Barletta, até descobrir que ela é uma cidadezinha graciosa, riquíssima de história.

Trinitapoli é a cidade dos hipogeus, das salinas, do vinho Nero di Troia, de ótimo óleo de oliva. O primeiro núcleo da aldeia foi fundado pelos habitantes da antiga Salpi, mas depois abandonado porque se tornou uma zona de malária. Inicialmente chamada Casale della Puglia e depois Casale di San Giovanni della Fabbrica, em meados de 1100 foi doadao por Maureliano, senhor de Salpi, à abadia beneditina da Santíssima Trindade de Sacro Monte Gargano: nesta ocasião tomou o nome de Casale Trinitá ou Casaltrinità. O nome atual, oficializado em 1863, significa “cidade da Trindade.”

Durante séculos, Trinitapoli foi um lugar de passagem e apoio para pastores e rebanhos. Durante o passar dos séculos, sofreu um declínio progressivo, principalmente por causa da má gestão dos espanhóis, até que a área foi recuperada e viu o início do desenvolvimento de atividades agrícolas e pastoris.

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O rosa das salinas nos arredores de Trinitapoli

O Museu de Trinitapoli

O museu está localizado no complexo arquitetônico da antiga caridade Di Biase e expõe os achados arqueológicos provenientes de um dos maiores santuários da Idade do Bronze, que fica na localidade Madonna di Loreto. O sítio arqueológico era um antigo local de culto destinado a rituais e cerimônias relacionadas com a fertilidade, realizadas concomitantemente com momentos-chave da agricultura ao longo do ano. Os muitos túmulos são evidências de uma tradição religiosa poderosa, evocativa e encantadora, ligada ao culto da Deusa Mãe.

O museu é dividido em várias salas, através das quais conta a história de um povo pré-histórico, mas já ciente da sua identidade cultural e organização social com um sistema bem estruturado e eficiente o suficiente para cavar esses santuários monumentais. O layout do museu é inovador e atraente, porque ele usa desenhos animados para fazer com que o visitante aproveite o máximo e não fique entediado. Além disso, os quadrinhos explicam com muita clareza os destaques da vida do povo pré-histórico.

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O museu

O museu oferece, a pedido, visitas guiadas o e organiza atividades educacionais e de entretenimento para crianças.

 

O Parque Arqueológico dos Hipogeus

o Parque Arqueológico dos Hipogeus de Trinitapoli, com suas cercas de 200 sepulturas e objetos funerários, é uma das necrópoles da Idade do Bronze mais importantes da Itália. O parque é formado por vários hipogeus, sendo um dos Bronzes, um dos Marfins, o Hipogeu do Gigante e ainda outros lugares que estão em fase de escavação.

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Parque Arqueológico dos Hipogeus de Trinitapoli

Entende-se por hipogeu uma estrutura artificial escavada no subsolo (do grego upo, sob e ge, terra), que nesta área da Puglia é particularmente simples de de ser escavado. Os hipogeus são verdadeiros templos subterrâneos onde eram realizados ritos propiciatórios, relacionados com a caça e a fertilidade. Os túmulos de Trinitapoli eram usados ​​como túmulos coletivos, onde foram encontrados os restos de mais de 200 pessoas.

As sepulturas das mulheres, em particular, eram ricamente decoradas com jóias, enquanto os guerreiros eram enterrados com vários tipos de armas, como espadas, punhais e pontas de flechas. De particular beleza são os dois marfins, duas pequenas esculturas, de formas misteriosas, e a sepultura da Senhora dos Âmbares.

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O museu

Os objetos encontrados nos hipogeus estão expostos no museu de Trinitapoli.

 

As Salinas e o Centro de Educação Ambiental “Casa Ramsar”

A zona úmida das Salinas é a área mais importante protegida no sul da Itália e na Europa, fundamental ponto onde nidificam as aves aquáticas, especialmente os flamingos cor de rosa. Montanhas de sal, canais que desaguam nos pântanos e uma área natural que até recentemente era um aterro, agora são lugares que acolhem turistas e observadores de pássaros (organizado pelo Centro de Educação Ambiental Ramsar).

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Para embelezar o parque há um pequeno lago que atrai muitas espécies de aves, observáveis ​​por uma torre de madeira com vista para toda a área e que constitui um ponto de observação de valor inestimável. Mas entre as muitas aves migratórias encontradas no pantanal do flamingo rosa é o mais admirado pela beleza das cores e a elegância de seus movimentos.

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Os lindos flamingos vistos a partir da torre de observação da Casa Ramsar

 

Para saborear

A culinária de Trinitapoli é rica em sabores e aromas que revelam a forte ligação com a terra. De fato, a cidade é uma das maiores produtoras de alcachofra. Os pratos típicos das tradições gastronômicas são: lasanha e orecchiette com alcachofras; o omelete verde e amarelo; a pizza rústica com alcachofras e ricotta; alcachofras recheadas com mussarela, atum e presunto.

Trinitapoli também é produtora de vinhos e azeite. Entre os vinhos locais destacamos o Moscato di Trani (vinho moscatel) e o Nero di Troia (tinto), que podemos degustar em duas vinícolas, a Giannatasio e a Casaltrinità.

Uma dica de restaurante em Trinitapoli é o delicioso Corte Maria. Ali pudemos saborear os pratos tradicionais da culinária local, produzidos com ingredientes de altíssima qualidade e muita atenção aos detalhes.

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No restaurante Corte Maria

 

Casaltrinità

A Casaltrinità é uma cooperativa formada por pequenos produtores loais, e é uma das mais importantes da Puglia: 52 anos desde a sua criação, e 200 membros que cultivam 600 hectares de vinhas. A origem de Casaltrinità tem uma ligação com a história. A Cruz dos Templários, o símbolo da Ordem Soberana de Malta, é o logotipo da empresa que se destaca nos rótulos. Uma testemunha de um lugar que foi Comenda cavalheiresco da instituição sob a bandeira de Veneza por séculos, e desde já era particularmente adequado para a viticultura.

 

Giannatasio

A Biocantina Giannattasio é uma vinícola muito jovem, mas que tem cada vez mais tomado espaço no panorama italiano. Eles produzem cerca de 40.000 garrafas por ano, distribuídos entre rosè, Bombino Branco e os tintos Nero de Troia, Rosso Puglia e Piedirosso.

É possível visitar a vinícola e fazer uma degustação de seus ótimos vinhos.

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Fábrica de azeites Da.Vi.Ol

“Reservado para poucos”, este é o nome do Azeite Virgem Extra produzido por Bruno Damiano, proprietário da Da.Vi.Ol. Ela sempre foi sinônimo de qualidade, o resultado de pesquisa e experimentação. É obtido por prensagem a frio, com prensas de granito, a partir de azeitonas selecionadas e provenientes de diversas cultivares dos arredores de Trinitapoli. O azeite obtido é armazenado em cisternas de pedra de Trani, a uma temperatura entre 14 e 18ºC. Não é submetido a nenhuma filtragem mecânica, mas somente decantação natural. Ele é engarrafado somente em garrafas pequenas para que possa manter suas propriedades organolépticas.

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O local de produção é um moinho de 1882 reconhecido pela Região Puglia como “Museu Histórico de azeite e extração do azeite.” Também faz parte do itinerário da “Rota do Azeite da Puglia”.

 

 

Nota: Eu participei desta viagem de imprensa como convidada pela Prefeitura de Trinitapoli, Puglia, no âmbito do projeto “POR Puglia Asse VI – Azione 6.8” para promover os destinos turísticos da Região Puglia. Este post faz parte de uma série de textos baseados nas minhas experiências durante esta viagem. Todos serão identificados. Não recebi dinheiro para escrever, não tenho nenhum vínculo de obrigações de produção de textos, divulgação de mídia social, portanto tenho total liberdade editorial.

 

WhatsApp Image 2017 06 21 at 22 30 24“Press trip organizzato dal Comune di Trinitapoli nell’ambito del bando POR Puglia Asse VI – Azione 6.8, per promuovere le destinazioni turistiche della Regione Puglia”.

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♦ Mapa                                                                                     

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Patrícia Kalil
Patricia Kalil, graduada em administração de empresas, mora na Sicília desde 2007 e é autora do blog Descobrindo a Sicília. Ela deixou o calor e as festas de Salvador para abraçar as belezas de outro lugar tão acolhedor quanto a Bahia e mergulhou na cultura e na história milenar da Sicília. Apaixonada desde sempre por viagens e pela língua e cultura italiana, acabou unindo o útil ao agradável e decidiu espalhar aos quatro ventos que a Sicília merece ser vista.
 

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