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Neste texto conto como foi nosso roteiro de 7 dias pelo Vêneto, para que você possa se inspirar e conhecer as várias cidades interessantes do Vêneto, que é uma região que tem belezas que vão além de Veneza.

Nosso passeio estava já programado desde novembro, mas fomos montando o roteiro com a ajuda do Edson, que é diretor comercial da agência parceira do blog, que selecionou os melhores hotéis, restaurantes e planejou algumas atividades.

Algumas considerações sobre o roteiro:

  • Fomos de carro por todo o percurso, e eu, Deyse, claro, era a motorista da vez! Alugar um carro para a viagem, é uma ótima opção para conhecer essas cidadezinhas no percurso que fizemos. Organize-se com as distâncias e não tente fazer cidades muito distantes umas das outras. Veja como alugar um carro aqui.
  • Os hotéis da viagem foram organizados e programados pela agência do Edson, de Verona, que é a agência parceira do blog. Foram ótimos hotéis 4 e 5 estrelas com preços muito bons.
  • Nestes dias, fizemos além do city tour de Verona, um passeio pelo Museu e Fábrica de Grappa, restaurantes e locais de aperitivo organizados pelo Edson, que deu assessoria completa.
  • Você pode, inclusive, incluir almoços no seu pacote, e pode ja reservar e deixar já pago antes da sua viagem.
  • você pode modificar e incluir outras cidades legais como: Vicenza, Padova e região do Lago de Garda.
  • o Vêneto possui outras áreas de vinhos que podem ser exploradas como: a área do Prosecco (já falamos dela aqui), e a área do vinho Soave

veneto region map 2

Vamos então ao roteiro. Em cada dia incluímos os vídeos que fizemos no Stories do Instagram, para aqueles que não puderam seguir durante a viagem.

Dia 1 – Verona

No primeiro dia da nossa viagem, saímos da Toscana em direção a Verona bem cedinho, e ainda pela manhã  já estávamos na vinícola Serego Alighieri e Masi, as duas ficam um ao lado da outra. Serego Alighieri, é uma propriedade do Conde Serego Alighieri, descendente de um dos filhos de Dante Alighieri, Piero. Desde 1973 o Conde colabora com a Masi Agricola na produção de prestigiosos vinhos, já que Masi é leader na produção do vinho Amarone.

O Amarone é um vinho DOCG (de origem controlada) produzido na região do Veneto, em Valpolicella. É realizado com uvas típicas da região, a Corvina, a Rondinella e a Molinara, resultando assim em um vinho robusto, encorpado, seco de alto teor alcoólico, possuindo um ligeiro amargor final, que dá o nome ao vinho,”Amarone”. Vou ainda fazer um texto mais específico sobre esse vinho e as vinícolas aqui no blog.

Durante a visita conhecemos as 2 propriedades e ao fim fizemos uma degustação completa de 8 vinhos, do Valpolicella Clássico ao Amarone e ao Recioto, um delicioso vinho doce produzido na região.

verona 16

Dali fomos fazer check-in no Hotel que ficamos, o Sogno di Giulietta, um hotel muito exclusivo, romântico, que fica de frente para a varanda da Casa de Julieta. Este hotel realmente é incrível, nós tínhamos uma varanda de frente para aquela da Julieta!!! A decoração era bem no estilo veneziano, cheio de detalhes em dourado e afrescos no teto. À noite ficamos com a chave da dependance  e ter acesso exclusivo a este local realmente foi incrível!

Deu tempo ainda de passear pela cidade, mesmo que debaixo de chuva (por isso quase não filmamos o passeio pela cidade), era uma mão no guarda-chuva e uma na câmera… dureza! Mas é assim, temos que seguir até debaixo de chuva se queremos aproveitar o tempo disponível na viagem, não é?

O Edson nos levou a ótimos restaurantes e bares nesta viagem e nossa primeira parada foi no La Tradision, um barzinho da moda, decoração muito vintage. Logo de cara no balcão, um monte de delícias entre embutidos, crostinis, pães, e até docinhos para acompanhar a bebida. Você sabe o que o aperitivo all’italiana? (já contei sobre ele aqui), é parecido um pouco com o happy hour brasileiro. Depois de um pouco de espumante e Spritz para abrir o apetite, é hora de ir para o jantar!

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O jantar foi no Il Torcolo, um restaurante muito bom, que ainda serve o tradicional “Bollito”, um prato da tradição veronese para fortes! É um cozido de coxa, testa, e lingua de boi, galinha, cotechino, e servido com pearà, um prato feito com pão, miolo de boi e muita pimenta do reino!

Terminamos o dia em mais um bar lounge, bom para fim de noite, chamado de Cosi è, com mais drinks e música animada!

Dia 2 – Verona

Mais um dia “daqueles” de chuva, e depois de um bom café da manhã,  lá fomos nós conhecer mais um pouco da cidade, parada no Caffè Borsari, um lugar repleto de bibelôs e objetos natalinos. Em seguida, começamos nosso city tour com a guia que a agência nos forneceu, conhecendo um pouco mais da história da cidade. Nem preciso dizer que vai rolar um texto específico de Verona com todos os locais legais pra visitar na cidade, né? Passamos pela Catedral, a Igreja de Sant’Anastasia, Castelvecchio, a Ponte Scaligero, Corso Cavour, Piazza dei Signori,  Piazza alle Erbe, e claro, na casa de Romeu (sim, porque claro, ele também morava ali). Foi um tour de um pouco mais de 3h.

Verona é famosa pelos bares e o aperitivo é comum ali, até mesmo antes do almoço, e lá fomos nós com o Edson provar as “tartine veronesi” do Caffè Monte Baldo, onde através de uma vitrine, escolhíamos as tartine e a taça de vinho ou espumante para acompanhar. Escolher era a parte mais difícil!

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A parada para almoço foi no Borsari 36, um restaurante dentro do Hotel Palazzo Victoria. Este restaurante é muito bom! Foram vários pratos e difícil foi sair dali e voltar pra chuva! À tarde ainda conseguimos visitar a Casa de Julieta por dentro, e até procurei meu Romeu… mas não achei (ele estava em casa coitado, vendo futebol :-). Aproveitamos para fazer o nosso check-out do Sogno de Giulietta para ir ao novo hotel, o Palazzo Victoria, um 5 estrelas elegante e moderno no centro da cidade.

E antes de jantar? Claro, que tínhamos que parar para uma tacinha de Valpolicella com mais “tartine veronesi”, dessa vez no Osteria del Bugiardo, uma cantina de propriedade de uma vinícola.

Tivemos o tempo ainda, já sem chuva, de visitar o Palazzo della Ragione, o Palazzo del Capitano e a Torre dei Lamberti, que eu aconselho para quem adora uma visão do alto das cidades, além de ter a facilidade do elevador (ótimo não é?). Nós fizemos um ao vivo via Facebook, mostrando a vista do alto, segue aqui:

Dali fomos direto ao Ristoranti Maffei, onde começamos com um aperitivo. A proprietária nos mostrou o subsolo com restos do capitólio romano de Verona (incrível). Os pratos desse restaurante eram ótimos, super recomendamos, a cantina de vinhos é um absurdo, queria ficar horas ali!

Dia 3 – Verona – Marostica – Bassano del Grappa

Depois de um delicioso café da manhã no Palazzo Victoria fomos, ainda, debaixo de forte chuva, conhecer a Arena de Verona, completada no século 3o d.C. e que podia acomodar a inteira população de Verona ao seu interno! Dali, caminhamos até a Basílica de San Zeno, construída em 1120, é a igreja românica mais decorada do norte da Itália, é imperdível! Eu adoro a decoração românica, cheia de simbologia!

Partimos antes mesmo do almoço para Marostica, onde logo paramos para o almoço no Osteria Nuova, um pequeno restaurante muito agradável, onde uma senhora nos atendeu com tanto carinho, e com um inesquecível fondue de queijo com tartufo fresco (morri!).

Marostica é uma perfeita cidade fortificada medieval, circundada por muralhas realizadas em 1370. Na cidade há 2 Castelos, o Castelo Inferiore, onde hoje fica a prefeitura da cidade, e o Castelo Superiore, que como o nome indica, fica no alto da cidade, de onde é possível ter uma ótima vista. A visita à cidade é imperdível! De 2 em 2 anos na cidade acontece o Xadrez humano, com a participação de 650 pessoas!!!

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Depois de Marostica chegamos já ao fim do dia em Bassano del Grappa, à tempo de conhecer Dolce Bassano, uma chocolateria no centro da cidade, de Mario e Sabrina, maestri pasticceri bassanesi, e de visitar o Museo della Grappa que fica no centro da cidade e conta um pouco da história da grappa, terminando com uma degustação (em tempo para o aperitivo, que ao final das contas, ja estávamos ficando acostumadas heheh).

Check-in no Hotel Bonoto Belvedere, que fica de frente para a muralha de Bassano, um ótimo 4 estrelas na cidade. O restaurante era muito bem indicado, e lá fomos nós experimentar. O gerente, muito gentil, foi à nossa mesa, explicou os pratos e nos indicou a sobremesa de chocolate que é uma bomba!!!! Veja o vídeo:

Dia 4 – Bassano e Cortina d’Ampezzo

Logo de manhã eu e Patricia nos dividimos, ela foi visitar a cidade e eu fui visitar a fábrica da Grappa.

Patricia foi fazer um passeio a pé para conhecer a cidade e subiu até a Torre de Bassano, com uma bela vista. Bassano del Grappa, ao contrário do que muita gente possa pensar, não tem seu nome por causa da bebida (grappa), mas por causa do Monte Grappa, que fica bem atrás da cidade. Bassano também é conhecida pela linda ponte inteiramente de madeira.

Eu, representante do setor “enológico” deste blog, fui visitar a Destilaria Poli, ou seja, a fábrica da Grappa mais famosa da região. A Poli faz a grappa há mais de 100 anos, desde 1898, e possui alambiques originais até hoje em utilização, o que é incrível, mantendo assim a qualidade artesanal.

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Após as visitas, partimos para Cortina D’Ampezzo, e fizemos check in no hotel Falonia Mountain Resort (já escrevemos sobre ele AQUI), um delicioso 4 estrelas, onde tínhamos um quarto com detalhes em madeira, de 2 andares, um mini apartamento, com varanda com vista para as montanhas das Dolomitas. No hotel ainda tinha um centro spa, onde pudemos descansar na sauna e na água quente da sua piscina. Como grande parte dos hotéis de montanha, ele funcionava com esquema de meia pensão, e jantamos ali mesmo no hotel, com 3 pratos bem fartos! Deu tempo ainda para conhecer um pouco da night de Cortina, dando uma volta pelos bares locais.

Dia 5 –  Cortina D’Ampezzo

Começamos o dia com um reforçado café da manhã, e fomos para o centro da cidade. Cortina D’Ampezzo é uma cidade conhecida pela suas montanhas que a tornam uma meta importantíssima de esqui na Itália. O que a torna assim famosa, é o fato de que é possível ter uma paisagem incrível das montanhas descendo as belas pistas de esqui, construídas para as olimpíadas de inverno de 1956.

Antes do almoço deu tempo ainda de fazer um breve caminhada de ciaspola (raquete de neve) ao redor da cidade. O ponto de informação de Cortina é muito bem organizado, dando inclusive os mapas e estradas indicadas para trekking e para ciaspole, que você pode fazer sozinho.

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A Patricia já escreveu um ótimo texto sobre o que fazer em Cortina, além do esqui. Isso porque nosso tempo de viagem foi curto, e decidimos desta vez não esquiar (digamos… a Patricia decidiu, eu acatei.. rsss).

Às 15h fomos fazer um incrível passeio de Moto de neve (snowmobile), que devo ser sincera… foi uma das aventuras mais loucas que eu fiz! Nunca havia guiado uma moto dessas, e consegui subir a montanha e chegar ao alto de Tre Cime, a 2.320 metros. Foram uns 30 minutos de viagem com a moto a 40 km/h, mas a vista lá de cima supera todas as expectativas, é O PASSEIO que você não pode deixar de fazer!

Já escrevi sobre este passeio aqui –> Passeio de moto de neve nas Dolomitas

Veja o vídeo:

Dia 6 – Belluno, Treviso e Castelfranco

Acordamos cedo e partimos em rumo a Belluno. Na viagem de ida para Cortina tínhamos passado por fora da cidade e ficamos muito curiosas.  A pitoresca cidade de Belluno faz a ponte entre duas zonas distintas do Vêneto, a planície do sul e as montanhas do norte, as Dolomitas. E essas duas paisagens são possíveis de serem apreciadas através da Porta Rugo da cidade. Um passeio de poucas horas para apreciar o centro da cidade, que é super acessível através de escadas rolantes, e caminhar sem mapa pelas ruelas da cidade, já estávamos de novo em viagem. Partimos para Treviso.

Treviso é uma cidade rica de belas casas com varandas que dão para o canal, e, apesar de não receber tantos turistas quanto Veneza, possui românticos canais e pontes, elegantes palácios, igrejas e praças, além de uma atmosfera tranquila e agradável. Passear pela cidade é um deleite para os amantes da fotografia… garanto!

A parada gastronômica imperdível é o restaurante Le Beccherie, o local onde foi inventado o Tiramisu! Além do ambiente ser bem descontraído e moderno, o restaurante tem pratos deliciosos (veja no vídeo como nos deliciamos).

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Dali ainda deu tempo de passar na cidade de Castelfranco Veneto, antes de irmos dormir em Asolo.

Castelfranco Veneto é uma cidade murada desde 1199, e é muito bem conservada. É a cidade natal do pintor Giorgione, que eu adoro. Dali seguimos para o nosso próximo hotel. Essas cidades estão próximas uma das outras por poucos quilômetros. São cerca 30 min entre Treviso, Castelfranco e Asolo. Dormimos em um hotel 5 estrelas muito bom, o Albergo Al Sole.

Fomos jantar em um restaurante muito bem recomendado na região, o Locanda da Baggio, muito bom, com pratos bem diferentes… comemos risoto com plâncton (exótico) e peixe defumado.

Dia 7 – Asolo e Cittadella

O café da manhã do hotel é numa varanda com a vista principal da cidade de Asolo, já que o hotel fica no centro histórico, mas bem no centro mesmo, da pra ver a cidade toda dali! Passeamos pela cidade que fica numa colina, é possível visitar a Rocca que tem uma linda vista das colinas.

Dali seguimos para uma das cidades que eu mais esperava conhecer, Cittadella! Esta é uma cidade fortificada, e possui uma muralha intacta do séc. XIII, com 4 portas e 16 torres. Comprando o ingresso, é possível caminhar pela muralha inteira, e ainda visitar o didático museu que conta a história da cidade e da vida na idade média.

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Parada para almoço na Taverna degli Artisti, que tinha entradas tão diferentes que eu decidi nem ir ao prato principal, degustei várias entradinhas. Este restaurante é famoso na cidade pelo seu licor, chamado “Latte di Gallina“, ou seja, leite de galinha, realizado com baunilha, laranja, e ingredientes secretos… delicia!!!!

E depois de mais uma giro pela cidade, partimos de volta para a Toscana.

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Foram 7 dias intensos e maravilhosos, de risadas, boa comida, ótimos vinhos, que renovaram nossas energias neste inverno frio da Itália, para a primavera que esta chegando, e um ano de 2017 que promete muitas interessantes viagens… e você, siga nesta viagem com a gente!

Espero que tenham gostado do nosso roteiro e que possa servir de inspiração para conhecer mais a fundo a região do Vêneto.

Não esqueça de visitar a nossa página sobre o Vêneto, e de conhecer as opções de pacotes que a agência parceira oferece, lembrando que eles podem montar um pacote sob medida, assim como montaram para nós.

Boa viagem!

 *Este post contém links para afiliados. Para ver nossa política de monetização, clique aqui.

 

♦ Mapa                                                                                     

Nota: Eu participei desta viagem como convidada pela agência parceira do Itália para Brasileiros. Caro leitor, a cortesia não condiciona este texto, ele faz parte de uma série de textos baseados nas minhas experiências durante esta viagem. Todos serão identificados. Não recebi dinheiro para escrever, portanto tenho total liberdade editorial e garanto o respeito aos meus leitores.

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Deyse Ribeiro
Deyse Ribeiro mora na Toscana desde 2008, onde é guia de turismo habilitada, autora do blog Passeios na Toscana. Ela trocou as colinas de Minas pelas colinas do Chianti, o queijo mineiro pelo pecorino e a cachaça do interior pelo vinho Brunello, deixou pra trás o diploma de advogada e começou uma vida nova “sob o sol da Toscana”. Entende o complexo mundo do turismo na Itália, é especialista em trufas (tartufo), estudante de sommelier profissional, e apaixonada por arte e história.
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2 Comments

  1. GABRIELA ZAMBONATO WAGNER DE MATTOS / 22/10/2017 at 19:21 /Responder

    qual mês vcs fizeram essa viagem?
    Vamos fazer no final de dezembro.

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