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Uma lista de cidades e castelos imperdíveis no interior do Piemonte, na região de Langhe, em meio à paisagem de vinhedos de barolo e barbaresco.

langheLe Langhe ou Langa no Piemonte é uma região histórica, dividida entre Cuneo e Asti, faz fronteira com as colinas de Monferrato e Roero e é caracterizada pelas colinas separadas pelos rios Tanaro, Belbo, Bormida Millesimo e Bormida di Spigno. O Langhe é conhecida como uma área produtora de vinho, famosa pelas suas vinhas e produtos relacionados com o vinho, mas também por suas trufas e avelãs.

Leia também -> Roteiro no Piemonte, entre trufas e vinhos, entre Langhe e Roero

Há muitos itinerários no Langhe, temos, por exemplo, a rota conhecida como a Rota Romântica do Langhe e Roero (Strada Romantica delle Langhe e del Roero)constituída por 11 etapas: Vezza d’Alba, Magliano Alfieri, Neive, Treiso, Trezzo Tinella, Benevello, Sinio, Cissone, Murazzano, Mombarcaro e Camerana. Aqui você pode desfrutar de tudo o melhor do Langhe, como florestas e vinhedos, castelos e muitas tabernas e adegas.

Se você quer se concentrar nas vinícolas e no vinho do Langhe, então você deve seguir a Estrada do Barolo (Strada del Barolo) Esta rota passa por colinas e vinhedos do Langhe com paradas nas principais vinícolas produtoras e fazendas na região. A estrada Barolo liga as cidades de Alba, Barolo, Castiglione Falletto Cherasco, Diano d’Alba, Dogliani, Grinzane Cavour, La Morra, Monchiero, Monforte d’Alba, Mont Albert, Novello, Roddi, Roddino, Rodello , Serralunga d’Alba, Sinio e Verduno.

Eu visitei a região, fiz uma parte da Rota Romântica e uma parte da Estrada do Barolo e escolhi algumas das cidades e castelos que mais gostei.

Nèive

neive piemonte langhe

As estradas que levam a Neive, ou Nèive com a paisagem típica do Langhe, foram feitos à partir das colinas cobertas de vinhedos são uma das mais incríveis do Piemonte. Nèive é um bonito vilarejo entre Langhe e Barbaresco e Castiglione delle Lanze, há pouco mais de 10 km de Alba na direção de Asti. A parte mais antiga da vila, de estrutura medieval, foi construída sobre uma colina, enquanto a última – também conhecida como Neive Borgonuovo – estende a planície abaixo, cruzando o rio Tinella.

Esta divisão fez com que o vilarejo medieval permanessece praticamente intacto. Esta cidade é  uma grande produtora de vinho. Existem quatro tipos de vinhos produzidos a partir colinas Neive: Barbera d’Alba, Dolcetto d’Alba, Barbaresco e Moscato d’Asti. Na cidade ainda tem um Castelo, onde eu fiz uma visita dos subterrâneos, onde ficam guardados os vinhos de uma vinícola local. Vale a pena a visita, além do que, há um restaurante delicioso, veja aqui

 

Grinzane Cavour

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Indo ao Castello di Grinzane Cavour é impossível não ficar fascinado pelo espetáculo diante de seus olhos, as colinas cheia de vinhedos com aquela névoa característica dessa região fascina, e a cada curva que, de repente revela outra enquadramento mais bonito ainda…. No alto da colina, fica o Castelo, imponente local onde em novembro ocorre o leilão Mundial da Trufa (asta mondiale del tartufo), com vista para as vinhas. Antes de chegar à praça onde se ergue uma das mais belas jóias arquitetônicas da região da Langhe, aproveite para tirar mil fotos das pelas colinas circundantes com uma vista de tirar o fôlego, no fundo, os Alpes. O castelo foi construído no século XIII e foi residência de Camillo Benso di Cavour, uma herói italiano.

 

Barolo

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Barolo tem a fama de seu mais famoso vinho, conhecido e apreciado em todo o mundo. Turistas de todos os lugares vêm a este canto do Piemonte para apreciar, beber, comprar e ver como se produz este vinho extraordinário, mas também para respirar a simplicidade e tradições do passado que aqui permaneceram, mesmo apesar de Barolo tornar-se um importante destino turístico e uma das cidades mais importantes no mundo do vinho, da história da produção italiana e mundial.

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Na cidade fica o castelo do Marquês Falletti de Barolo, uma poderosa família de banqueiros, onde imperdível, é o WiMu, Museu do Vinho, emocionante viagem na cultura do vinho. A visita começa à partir do terceiro andar, o mais alto, e você acaba nos nível do porão, em uma descida profunda na cultura do vinho com experiências multi-sensoriais, jogos de luz e displays de multimídia. O círculo se fecha na enoteca, com um copo de Barolo na mão e o desejo de continuar a viagem. Para quem gosta de curiosidade, sempre em Barolo é interessante o Museo dei Cavatappi, ou seja, o Museu do abridor de garrafa, uma coleção de 500 abridores de todo o mundo, desde o século XVII.

 

Serralunga D’Alba

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A estreita estrada que leva à encantadora cidade, entre Cuneo e os Alpes e é dominada pelo castelo imponente, construído em meados do século XIV. A subida é íngreme e conduz do coração do vilarejo ao castelo, e ao subir é possível apreciar as faixas de arcos e janelas góticas preciosas. Ao interno do Castelo, no Salone dei Valvassori há afrescos interessantes do século XV retratando o martírio de Catarina de Alexandria. A cidade que faz parte da região vinícola do Barolo, há também vinícolas interessantes como a que eu visitei, veja aqui.

Govone

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Govone está localizado na área de Roero, faz divisa com o Monferrato e o Langhe. O município tem cerca de 2.000 habitantes, está localizado em uma colina à 301 metros acima do nível do mar. Inclui seis vilarejos (S.Pietro, Canove, Traviano, Trinità, Montaldo, Piana) que se estendem para as montanhas circundantes e da planície, perto do rio Tanaro. A economia local é essencialmente agrícola: características são as suas adegas culturas com excelente produção de Barbera, Bonarda, Dolcetto, Nebbiolo e Arneis.  Centro vinícolo importante, a cidade tem uma das produções mais cotadas de Barbera, videira que sobre estas colinas adquire um sabor particular.

Govone é dominada por um castelo barroco espetacular, com um grande parque. O Castelo Real de Govone é uma das residências da família real de Savoy  que a UNESCO introduziu na lista do património artístico mundial em 1997.

Barbaresco

Em uma das fortalezas ao longo do rio Tanaro, ergue-se a imponente torre de Barbaresco, um símbolo da cidade. A cidade foi anteriormente ocupada pelos Liguris e os bárbaros, de onde deriva do nome da cidade. Outros argumentam que o nome deriva do “sarracenos” chamados “Barbaros”. Mas o certo é que deste nome foi atribuídos os nomes de alguns “crus” de maior prestígio de Barbaresco DOCG, como “Asili” (rifugio) e “Martinenga” (dedicato à Marte).

Ainda, na igreja deconsagrada de San Donato foi feita a adega de vinho regional. O festival da uva é realizada no primeiro domingo de setembro.

Monticello d’Alba

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Em um local encantador, a cidadezinha possui as casas da parte antiga amontoadas nas encostas de uma colina íngreme. A atual casa aristocrata, de propriedade do Marquês Scarampi do Cairo, foi construída nas antigas muralhas do castelo. Além da villa nobre fazem parte do centro histórico o campanário românico do século XIII, a Confraternite delle Umiliate e a Igreja de Santo Agostinho, do século XV, em estilo gótico-piemontese. Eu fiquei encantada com as escadas em meio ao jardim, onde no verão acontece um Festival de jazz.

 

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♦ Mapa                                                                                     

Nota: Eu participei desta viagem como convidada pelo Consórcio turistico local, agência parceira do Itália para Brasileiros. Caro leitor, a cortesia não condiciona este texto, ele faz parte de uma série de textos baseados nas minhas experiências durante esta viagem. Todos serão identificados. Não recebi dinheiro para escrever, portanto tenho total liberdade editorial e garanto o respeito aos meus leitores.

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Deyse Ribeiro
Deyse Ribeiro mora na Toscana desde 2008, onde é guia de turismo habilitada, autora do blog Passeios na Toscana. Ela trocou as colinas de Minas pelas colinas do Chianti, o queijo mineiro pelo pecorino e a cachaça do interior pelo vinho Brunello, deixou pra trás o diploma de advogada e começou uma vida nova “sob o sol da Toscana”. Entende o complexo mundo do turismo na Itália, é especialista em trufas (tartufo), estudante de sommelier profissional, e apaixonada por arte e história.
 

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